“Entenda as Causas e Ponha Fim às Dificuldades para Engravidar”


Quando o problema está com o homem

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Especial Revista Gestante (participação do Genesis Genetics Brasil)

“Não é apenas a idade da mulher que interfere na fertilidade. As alterações no sêmen podem variar de discretas reduções na contagem e mobilidade dos espermatozóides até a falta total deles. Esse distúrbio caracterizado pela ausência de espermatozóides chama-se azoospermia.

“Pequenas variações entre os espermogramas de um mesmo paciente podem ocorrer sem ser consideradas alteração de fecundidade.

“Algumas vezes, não são observadas alterações na contagem ou na forma dos espermatozóides, mas podem existir danos ao DNA deles, que só são observadas em exames específicos”, explica o especialista em reprodução humana dr. Marcello Valle, do Rio de Janeiro.
Realmente, existem muitas alterações e distúrbios que podem afetar a fertilidade masculina. De acordo com a dra. Silvana Chedid, a infertilidade não é causada exclusivamente por um problema na mulher ou no homem. Os motivos que costumam dificultar uma gravidez normalmente se referem a homens e mulheres em partes iguais, isto é, 40% associados a eles, 40% associados a elas, e 20% ao casal.
“O homem pode ser investigado de maneira simples e quase sempre concentrada em um único exame, o espermograma, que avalia o número e a qualidade dos espermatozóides. Para que ele seja considerado normal, é necessário que haja um número mínimo de espermatozóides com mobilidade rápida e forma normal. Após a realização do exame, alguns problemas podem ser detectados, como alterações dos espermatozóides, conhecida por oligospermia, que significa que o paciente possui poucos espermatozóides.
Existe também, um outro distúrbio chamado de astenospermia, que aponta pouca mobilidade do espermatozóide. O formato inadequado, conhecido como teratospermia, e a ausência de espermatozóides, chamada azoospermia, são outros fatores que podem diminuir ou anular as chances de uma gravidez.
E não é só isso. A obstrução dos epidídimos – local onde os espermatozóides são fabricados – causados por infecções ou até alterações congênitas, doenças como a caxumba, apresentadas durantes a puberdade, e que podem causar orquite (infecção dos testículos que destrói a produção de espermatozóides), e doenças sexualmente transmissíveis, como as DST, a gonorréia e a sífilis, são fatores que interferem na fertilidade masculina.
O Dr. Eduardo Motta, ginecologista especialista em Reprodução Humana e diretor do Huntington Medicina Reprodutiva, aponta que um homem considerado normal do ponto de vista da fertilidade gera algo em torno de 80 milhões de espermatozóides na ejaculação. O espermatozóide também deve obedecer a um padrão em relação à morfologia (formato) e à capacidade de movimentação. “A varicocele, varizes no testículo, por exemplo, que reduz a mobilidade, é uma das causas mais comuns se infertilidade no homem”, diz o dr. Motta.”

“A médica ressalta também que a ciência ainda busca elementos que comprovem (ou não) que o estresse pode causar infertilidade. “Entre as prováveis causas da infertilidade psicogênica, encontramos ansiedade inconsciente sobre a sexualidade, sentimentos ambivalentes quanto à maternidade, complexos de Édipo mal resolvidos (relação com a mãe), ou, ainda, conflitos relacionados à identidade sexual”, diz.
Pesquisadores modernos, que se empenham na investigação psicológica em complemento aos avanços da endocrinologia reprodutiva, revelam que quase não há evidencias que relacionam fatores ligados à personalidade com infertilidade. Por ora, não se justifica que a ansiedade seja encarada como mais uma sensação de “culpa” para os cônjuges.
A dra. Silvana Chedid Comenta que, do ponto de vista biológico, a historia é outra. Como o hipotálamo regula tanto a resposta ao stress à resposta sexual, os impactos são mais evidentes. “O stress em excesso pode levar à completa supressão do ciclo menstrual. Em casos menos graves, a glândula pituitária produz uma quantidade maior do hormônio prolactina, podendo desregular a menstruação”, diz.
No homem, o stress também deixa seus rastros, com a redução da quantidade de esperma, e de volume do sêmen. “O excesso de ansiedade, muitas vezes, pode resultar em falta de libido e de ereção. No auge do stress a pessoa pode vir a sentir palpitação, dores musculares, sensação de falta de ar, tontura, suor excessivo, extremidades frias e fadiga intensa, o que acaba provocando momentos de crise conjugal entre os companheiros”, conclui a especialista.

“Durante o procedimento, amostras de tecido para o exame microscópico (biópsia) são retiradas pra facilitar o resultado. “Exames de imagem como a ultra-sonografia, podem ser úteis, mas não conseguem determinar o diagnóstico definitivo. A inspeção direta e a biópsia dos implantes são necessárias para o diagnóstico completo”, observa o especialista Marco Aurélio Pinho de Oliveira.
Dentre as causas, os altos níveis estrogênio – que podem determinar o aparecimento de endometriose – podem ser conseqüência da obesidade (por conta da conversão de androstenediona em estrona pelos adipócitos). Segundo o dr. Marco Aurélio, os riscos de endometriose aumentam, também, quando a exposição à menstruação é maior: quando se fica menstruada mais cedo, quando o ciclo é mais curto (se fica menstruada mais vezes), quando se fica por mais tempo (fluxo mais intenso) e com menor paridade.
E não se pode descartar a causa genética. A prevalência do problema entre mulheres da mesma família pode se explicada não só por um traço genético em comum, mas também pelo estilo de vida semelhante ou pela conscientização da possibilidade da doença. Porém, existem evidencias cientificas suficientes, para estabelecer o papel genético da endometriose. Quando a doença ocorre em família, tende a ser mais agressiva.

Tratamentos

Segundo informações contidas no livro Endometriose, Resolvendo a Dor e o Sonho de Ser Mãe, escrito pelos médicos especialistas da Clínica Huntington, a escolha do tratamento ideal é, por vezes, controversa. Os especialistas defendem que a imensa maioria dos estudos científicos tem demonstrado que os tratamentos somente baseados em medicamentos, como aqueles que suspendem as menstruações, e mantêm um estado de pseudomenopausa contribuem muito pouco, ou nada para restabelecer a fertilidade, melhorando apenas os sintomas dolorosos.

Em função dessa realidade, a melhor forma de abordar casais inférteis, parece ser eliminando a presença dos focos endometrióticos pela Laparoscopia cirúrgica, estimulando o potencial reprodutivo por meio de técnicas de reprodução assistida, ou associação de duas opções de tratamento.
Dentre as técnicas apontadas pelos médicos estão a inseminação intra-uterina, estímulo ovulatório com medicamentos, fertilização in vitro e doação de óvulos. De acordo com os especialistas, a fertilização in vitro ainda é a melhor forma de tratamento, principalmente nos estágios mais avançados da endometriose, quando as tubas uterinas já estão irremediavelmente comprometidas, ou mesmo na associação com a baixa qualidade do sêmen, uma vez que essas condições representam uma dificuldade importante à concepção.”

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